Semanal   AE PRO

  Postado em 28 de agosto de 2017



Visão Geral

A semana que passou foi marcada especialmente pelos dados de inflação referentes ao mês de agosto, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE, e os dados do setor externo referentes ao mês de julho, divulgados pelo Banco Central.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) teve variação de 0,35%, o segundo maior resultado do ano, ficando atrás apenas do mês de fevereiro (0,54%), e bem acima da taxa de -0,18% de julho. Desse modo, o resultado no ano foi para 1,79%, menor variação acumulada até agosto desde a implantação do Plano Real.

Os grupos Transportes (1,35%) e Habitação (1,01%) apresentaram os maiores impactos no índice do mês: 0,24 ponto percentual (p.p.) e 0,15 p.p., respectivamente. Os combustíveis (5,96%), que fazem parte do grupo Transportes, representaram a maior contribuição individual no mês (0,28 p.p.). 

Isso devido ao preço da gasolina, que ficou, em média, 6,43% mais caro de um mês para o outro e do etanol, que subiu 5,36%. Além disso, foi apropriada parcela ainda não incorporada relativa ao reajuste de 16,61% nas passagens dos ônibus intermunicipais da região metropolitana de Belém (6,63%), em vigor desde 7 de abril.

No que se refere ao setor externo, o Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 3,404 bilhões em julho, interrompendo quatro meses seguidos no azul, mas com os investimentos produtivos de fora cobrindo o rombo com alguma folga. O BC informou que, em julho, os investimentos diretos no país (IDP) atingiram US$ 4,093 bilhões. 

Em suma, os preços tiveram uma leve alta impulsionados pelo aumento nos tributos na passagem de julho para agosto. Foi uma janela de oportunidade para o governo, que está com as contas em situação precária. 

O setor externo segue firme. O resultado de julho, até o momento, não indica uma inflexão, mas tão somente um mês mais fraco. O investimento direto no país indica forte interesse em ativos brasileiros. O governo percebeu isso e anunciou uma enxurrada de privatizações, com portos, aeroportos e a Eletrobrás - o que já está gerando grandes polêmicas.

O problema não é a privatização em si. A Vale (antiga Vale do Rio Doce) era estatal e depois de privatizada tornou-se a maior mineradora do mundo. O problema é entregarmos os ativos brasileiros, construídos com dinheiro de cada um de nós, a preço de banana em um momento de crise onde, logicamente, os ativos ficam mais desvalorizados.

Mas essa é outra história. 

Nesta semana que se inicia destacamos os dados da atividade econômica do Brasil no 2 trimestre (PIB), o resultado primário das contas do governo e nível de preços (IGP-M) do Brasil. 

No exterior, atenção voltada para os Estados Unidos e a segunda divulgação preliminar do PIB do 2 trimestre e os dados de desemprego. 

Acompanhe o Painel Semanal PRO 079 e saiba mais.

Perspectivas

No Brasil


Na quarta-feira, 30/08, conheceremos o resultado do Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) apurado pela Fundação Getúlio Vargas referente ao mês de agosto. O IGP-M é muito utilizado para reajustar contratos de aluguel e também é relevante por refletir com maior intensidade o efeito da variação cambial nos preços do país.


Compartilhe isso:

Deseja receber nossas análises semanais? Inscreva-se e participe do Análise Econômica FREE!

* Caso não queria mais participar do Análise Econômica FREE, digite novamente seu nome e e-mail.